terça-feira, 9 de junho de 2009

Estréia

A minha estréia aqui no Estúdio coincidiu com a semana do Dia dos Namorados e do Santo Casamenteiro, padroeiro de minha cidade. Decidi, por isso, trazer 3 poemas de amor – cada um escrito em uma época da minha vida, o que evidenciará não só abordagens distintas do tema, como também a trajetória da minha poesia.

9 comentários:

  1. Obrigada, Tatyanny, pela receptividade! : )

    ResponderExcluir
  2. renata, vou comentar os tres aqui, porque achei muito significativo o modo pelo qual vc postou teus textos...

    1. estes poemas, parece-me, respondem de certo modo a questão proposta pelo volmar na comu do estudio - como escrever de amor sem ser piegas?... digo isso, pq nenhum deles me pareceu cair no lugar comum da pieguice... se isto é ponto positivo ou não, acho que é questão de gosto, e que portanto nem se discute... mas do ponto de vista da criatividade, me parece sempre um ganho fugir do que já foi dito muitas vezes do mesmo jeito...
    2. o ponto alto da tua postagem é o crescimento que ela ilustra, tanto da renata-escritora, qanto da renata-pesooa, processo sempre bonito de se ver... no primeiro texto, um amor adolescente; no segundo, uma crise sobre o amor; no terceiro, uma resposta possível... ouso dizer, querida renata, que ainda virão outras, muitas e variadas, e que é da sua percepção que virão outros poemas e outros amores na vida... bem vinda, por que um Estúdio de poesia é um pouco um estúdio da vida, como ela é e/ou como gostaríamos que fosse!
    beijo e parabéns pela estréia!

    ResponderExcluir
  3. Ei, Márcia!

    Recebi como elogio a sua fala de que, em nenhum dos poemas, caí no lugar comum. Ser original, em meio a tantos escritores, é algo bem difícil de ser alcançado - sobretudo, em um tema já tão explorado como o amor...

    Sua análise foi concisa e brilhante: os poemas evidenciaram o simultâneo amadurecimento das "Renatas" escritora e pessoa. Verdade. E o processo, como disse, não está concluído. Já tenho, hoje, uma nova visão do amor e, certamente, ainda escreverei a respeito em inúmeras versões. (risos)

    Obrigada pelo carinho demonstrado não apenas aqui, mas também, com maior frequência, em meu blog particular. Um prazer acompanhar, igualmente, a sua produção poética!

    Um abraço,
    Renata

    ResponderExcluir
  4. Embarcando na ideia da Marcia, vou comentar os três aqui, no seu "post de abertura".

    Antes de mais nada: seja muito bem-vinda ao Estúdio, Re. Em seguida, perdoe-me pela demora em comentar. Ainda estou me "re-ambientando" à minha própria vida, depois de um período dedicando tempo a outras coisas.

    Inicio falando do que gostei. "Fim de festa" é, de longe, o melhor desta série. É um poema ciclico: apresenta a questão da solidão, e expressa-a, ampliando a questão para além do que a palavra significa. Em bom português, constrói uma metáfora. Especialmente na segunda metade do poema, esforça-se para viabilizar a imagem associada (o fim de festa) à questão (a solidão). É o que alguns teóricos dizem ser uma "constelação metafórica", com imagens menores, ou subordinadas, "orbitando" ao redor da metáfora central. E, como um sistema solar, movimenta-se em círculos: o final não responde à questão, nem explica se - ou por que - a solidão é o fim da festa. Enfim, é um bom poema, e mereceu estar na coletânea da Scortecci. Eu vi alguns "defeitinhos", mas é porque eu sou chato: não gosto de parênteses, também acho um tanto simplória a expressão "quanto mais .... pior o tombo". Mas, no mais, é um poema muito bom, e nada piegas.

    Porém, já não posso dizer o mesmo dos outros.

    "Minudências" não é extremamente sentimental, mas não vai muito além de falar sobre beijos, sobre a projeção dos próprios anseios no outro - e que isso se traduz na intimidade. Alguns autores optariam por traduzir isso em erotismo, e outros - como é o caso deste - no romantismo do beijo. Algo que eu recomendaria para o futuro é não concluir o poema com uma pergunta declarada (isto é: com uma interrogação); dá para ser enigmático sim, deve-se, aliás, mas com alguma sutileza.

    "Evidências do amor" é piegas, mas tem uma clareza interessante: se a aparência do amor (no outro) é evidente, de que mais eu preciso? Mas como não ser sentimental para falar de sentimentos? E sendo jovem (há quinze anos, a poeta era bem jovem!), como não falar dessas coisas com tanta intensidade, se é a época em que tudo é intenso?


    Ademais, Renata, acho que você começou aqui muito bem. Espero que não ressabie, e continue produzindo e mostrando aqui para a turma.

    Um grande abraço


    V.

    ResponderExcluir
  5. Correção: "Eu vi alguns "defeitinhos", mas é porque eu sou chato: não gosto de parênteses"

    Na verdade, eu queria dizer que, em poesia, não gosto de RETICÊNCIAS.

    Em linguagem corrente, e em MSNês, eu uso muito. Mas em poesia, procuro não abusar. Mas é chatice minha.

    ResponderExcluir
  6. oi Renata
    Poema individualmente comentados!
    Parabéns pela estreia - é sempre difícil.
    Beijinhos

    ResponderExcluir
  7. Volmar,

    os comentários vieram. É o que importa! Obrigada pela oportunidade de participar do Estúdio. Estou adorando!

    Concordo com você: dos três poemas, "Fim da festa" é o melhor. Interessante a sua visão de que é um poema cíclico e inconclusivo. Ainda não o havia percebido desta forma... e gostei!

    Você se disse chato por, ainda assim, haver apontado nele alguns "defeitinhos". Não acho que seja chato, nem que se trate de defeitos (no caso, o uso de parênteses e de uma expressão meio simplória). A meu ver, trata-se tão só de mera questão de estilo - ou menos até: uma opção circunstancial, ao escrever aquele específico poema. Se tivesse que escrevê-lo hoje, não sairia, decerto, da mesma forma. Concorda?

    Passemos ao "Minudências". Levemente erótico? Teria como objeto o romantismo do beijo? Discordo duplamente! (risos) A Taty foi ao ponto central do poema: o parceiro ainda sob análise; as verdades em mínimas medidas (os primeiros e desassossegados goles).

    Sua recomendação de não utilizar uma interrogação ao final dos poemas, eu a guardarei com carinho. Não que eu veja, de imediato, nisso um problema. Mas pensarei, duas vezes, antes de fazer essa opção.

    "Evidências do amor" é piegas? Poxa... Quase passei no seu teste! (risos) Realmente, eu era muito nova e inexperiente quando o escrevi.

    Fique tranquilo, Volmar! Não ficarei ressabiada! Muito pelo contrário: o que eu mais queria era uma análise crítica, pois quem acompanha o meu blog particular geralmente só tece elogios. Um abração!

    ResponderExcluir
  8. Ju, lerei cada um de seus comentários.
    Beijo.

    ResponderExcluir