quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A distancia que nos separa- Giselle Sato






Aos primeiros acordes da manhã, o vento sopra suave

Seu nome

Lembrando que o dia é apenas um intervalo de tempo

Não impecilho

E sei que breve estarei em seus braços, em abraços e laços

Tranquila e amada

Beijos sonhados nas tuas mãos que prometem em toques

Despertar, conduzir...libertar

Somos as eternas crianças que nosso riso embala, temos o dom

Da inocência que a vida nos negou

Então, meu amado não pense no passado que já está distante

É ‘’finito’’

Lembranças sim! Boas e felizes, jamais a nostalgia amarelada

Amarfanhada em teias amarradas

Beleza, juventude, estados d’alma são partilhadas com generosidade

E resgatados com amor

Meu ninho, te aninho em meu colo e te peço: Olhe adiante e me dê a mão. Sou o futuro com sabor
de fruta recém colhida
Doce textura, formas em gomos fartos...que te sacia plenamente.

8 comentários:

  1. Bravíssimo!

    Começamos uma nova fase.

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  2. Corrigindo
    "a nostalgia amarelada amarfanhada em teias amarradas" fica pra trás e dá lugar ao futuro em gomos fartos de novidade.
    Assim, não há distância, mostra este poema convite.
    Generosos versos, Giselle
    Abraços gerais

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  3. errinho de digitação: o correto é empecilho;))

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  4. olha só... o que é que faz com que uma sequência de palavras seja "poesia"? o tema já foi discutido e respondido de tantas formas! é preciso ter métrica? é preciso ter rima? é preciso ter um "desenho" em que x versos formem x estrofes, como numa composição clássica? bem... viva o modernismo! viva mario, e oswald, e pagu, e tantos outros que nos libertaram do jugo do formalismo! porque, para mim, que não sou nada - não sou crítica, nem profa. de literatura, nem formada em letras... - não sou nada além de alguem que lê e brinca de escrever, poesia bem pode ser definida a partir de um texto como este: há algo que emana das palavras, há uma espécie de propriedade emergente, algo que toca o leitor... a poesia está para o texto, assim como a mente está para o cérebro... este é condição necessária, mas não suficiente... poesia é assim: uma espécie de espírito que se desprega da materialidade das palavras, e provoca em que lê um efeito... poesia é como uma obra plástica, um monet, um picasso, um portinari... o que há ali? uma tela, umas tantas tintas? ... não... muito mais... há emoção que se desprende da imagem... como na poesia, há emoção que se desprende das palavras, do papel, da tela... e isso independe da forma, da métrica, da rima... acho, no fim das contas, que depende mesmo só da alma de quem escreve...
    parabéns, gi... suas poesias são sempre quadros de portinari!

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  5. Esse poema é como vários que vi da Giselle: o verdadeiro poema são os últimos versos. É como se o estado mais preciso e "poético" fosse como uma sintonia. Talvez seja necessário algum desprendimento para cortar fora algumas coisas do poema.

    Honestamente, o poema não perderia nada - muito pelo contrário, ganharia muito nesse mistério que são as metáforas - se fosse resumido a esse trecho:

    "Meu ninho, te aninho em meu colo e te peço: Olhe adiante e me dê a mão.
    Sou o futuro com sabor de fruta recém colhida
    Doce textura, formas em gomos fartos...que te sacia plenamente."

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  6. Discussão interessante e que me ajuda a repensar minha escrita. Estou lendo o Arco e a Lira de Octávio Paz. Sei que não é lendo teoria, que não é estudando que se consegue fazer um poeta, no entanto, não vejo outro caminho pra mim: ler poesia (muita leitura) e ler os poetas que pensam a poesia. Essas leituras da Márcia, do V. , do Henry, da Fátima tem sido essenciais pra mim. Se tivéssemos tempo seria bacana uma espécie de fórum, de tópico pra essa discussão mais "teórica", digamos .
    Não sei como propor. De que forma seria, porém tenho vontade de me aprofundar.
    Se não puder ser aqui, que laguém me indique algo virtual, porque moro em Eunápolis - Bahia. Aqui não há nenhum centro cultural. quando morei em Sampa frequentei a Casa das Rosas, o Barco e fiz algumas oficinas. Mas, agora que tenho tanto tempo, estou aqui sem lugar físico onde aprender.
    Alguém tem alguma sugestão?
    Confesso que pensei que o Estúdio (este aqui fosse mais movimentado. entendo que não porque os participantes são ocupados.
    Desde já agradeço

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  7. Creo que en cada cosita que Gissele crio hay más de lo que se entiende...
    Concordo com a Márcia em sua analogia do quadro com a poesia; Arte feita com emoção não há correção. Ela relatou perfeitamente o que estava a sentir, com belas palavras, sem métrica; Fez sua poesia e que poesia.

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