
Intensa na dor,
na alegria, no amor,
na angústia, na agonia,
frio, calor.
Vivendo demais,
sofrendo a mais,
sendo feto e anciã,
santa e pagã...
Nessa tensa e árdua fase,
vivendo com intensidade;
Deixando os rastros
do resto
que sobrara,
ou ficara
da imaturidade.
... imaturidade que está, mesmo, ficando pra trás! muito bom este tbm...
ResponderExcluirfeto e anciã,
ResponderExcluirsanta e pagã... é a maturidade chega e rápidamente se instala e permite viver a intensidade.
Ô eu-lírico da poeta é um adolescente em fins da adolescência. Primeiras decisões importantes, primeiros momentos de depressão de verdade (não o estado permanente de chatice e emice da adolescência), primeiras pequenas grandes decepções.
ResponderExcluirE o que "restou" da imaturidade nessa "árdua fase"?
A poesia.
Diga ao eu-lírico que poemas melhores surgem depois que essa fase passa. Mas que há bons poemas durante essa fase também. Os ultra-românticos, coitados, não foram além dela porque a maioria bateu as botas antes ou pouco depois de chegar aos trinta...
Intensa está a poesia desta menina!
ResponderExcluirUma metamorfose ambulante, visível a olho nus!
Pode-se dizer que a formiga ganhou asas - está em fase de procriação poética!
E este poema é um grande e bom exemplo disto!
Parabéns Tatyanny (te chamei pelo nome todo)
Beijus querida.